Francisco César lamenta que PSD queira baixar tarifas aéreas à custa dos impostos dos Açorianos

2012-05-15
Notícia lida 70 vezes
Subjugação do PSD/Açores a Lisboa está prejudicar a vida dos Açorianos, alerta Berto Messias
O líder parlamentar do PS/Açores, Berto Messias, acusou hoje o PSD/Açores de estar “totalmente subjugado” aos interesses centralistas do Governo de Passos Coelho, sendo conivente com medidas que prejudicam de forma séria a vida dos Açorianos.
“O PSD está totalmente subjugado aos interesses do PSD de Lisboa e do Governo da República. Passa a vida a dizer que quer defender a Autonomia, mas, na verdade, aceita, de cabeça baixa, todas as medidas que o mais centralista Governo de sempre quer impor aos açorianos”, afirmou Berto Messias.
O Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores desafiou, assim, o PSD/ Açores a “passar, de uma vez por todos, das palavras aos actos”, alegando que já é insustentável continuar a assistir à total conivência de “Berta Cabral com tudo o que de mau Passos Coelho tem trazido para a vida dos açorianos”.
“Além dos cortes dos subsídios de Natal e de férias, da austeridade cega que atinge toda a população de forma indiscriminada, o PSD/Açores também não consegue fazer valer a sua voz contra a recusa de financiamento do cabo de fibra óptica às Flores e ao Corvo ou contra a machadada inaceitável num importante pilar do nosso regime autonómico, como é a RTP/Açores”, disse Berto Messias.
“Até querem que os hospitais do continente cobrem aos açorianos, como se não fossemos portugueses iguais aos outros e como se não tratássemos os continentais no Serviço Regional de Saúde, e que seja o Governo Regional a pagar a formação dos agentes da PSP na Região”, alertou Berto Messias.
“Perante tudo isso, cá estaremos sempre para defender os Açorianos desta postura subjugada aos interesses de Lisboa”, garantiu o líder parlamentar do PS/ Açores.
Messias disse ainda que, “sobre a RTP/Açores, todos se recordam das afirmações de Berta Cabral no Congresso do PSD/Açores dizendo, com Passos Coelho presente, que era importante que o Estado assegure o financiamento e a autonomia da RTP Açores. A resposta do Governo da República a isso foi apressar-se a recuperar a ideia peregrina de reduzir a RTP/Açores à condição humilhante de janela”.
“Lamento profundamente dizê-lo, mas é lamentável que um partido que já teve um papel relevante na defesa da nossa Autonomia, esteja hoje completamente subjugado às vontades de Passos Coelho e Victor Gaspar”, afirmou Messias.
Berto Messias adiantou, por outro lado, que, “também na questão da extinção de freguesias, onde o Governo da República faz um ataque feroz às nossas freguesias e às populações, o Grupo Parlamentar do PS/Açores tem trabalhado em prol do consenso parlamentar e que a posição dos Açores, nesta matéria, deve seguir as conclusões da análise do mapa autárquico que está a ser elaborado pela Comissão de Política Geral”.
O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, Francisco César, lamentou que a proposta do PSD/Açores para baixar as tarifas aéreas seja à custa dos açorianos, já que o Governo da República continua a não aceitar negociar as obrigações de serviço público.
Segundo o deputado do PS/Açores, que falava no plenário da Assembleia Legislativa, a proposta apresentada pela líder social-democrata prevê que seja o Orçamento Regional – logo através dos impostos dos açorianos – a suportar uma redução das tarifas entre os Açores e o Continente.
De acordo Francisco César, esta deve ser uma responsabilidade do Governo da República, à semelhança do que faz com as ligações aéreas entre e a Madeira e o Continente e mesmo entre as ilhas madeirenses.
No debate parlamentar, Francisco César garantiu que o Governo Regional tem uma proposta para apresentar ao Governo da República, que, durante largos meses, continua sem querer reunir para conhecer esta flexibilização das regras de serviço público, que permitirá a eventual entrada de novos operadores nas ligações aéreas para os Açores.
Perante os deputados açorianos, Francisco César salientou, por outro lado, que o PS/Açores tem uma “grande património” em matéria de transporte aéreo, já que, atualmente, uma passagem para Lisboa custa menos do que na década de 90. Isso mesmo com o preço do petróleo acima dos 100 dólares, quando, na década de 90, estava abaixo dos 40 dólares.
“A verdade, que ninguém pode desmentir nesta Assembleia, é que, hoje, as tarifas aéreas são mais baixas do que eram na década de 90, quando Berta Cabral era diretora regional dos Transportes e o preço do petróleo estava a 40 dólares”, disse Francisco César.
Em 1995, uma tarifa aérea para Lisboa custava mais de 300 euros e o ordenamento mínimo era menos de 250 euros, recordou Francisco César, ao destacar, também, que o Governo Regional já baixou as tarifas inter-ilhas mais de 17 por cento nos últimos quatro anos.
Apesar disso, o PS/Açores não se dá por satisfeito e tem um modelo para baixar as tarifas aéreas, disse o deputado socialista, que defendeu, ainda, que não se pode exigir a uma companhia aérea que, de um momento para outro, não se preocupe com a sua gestão e abdique, subitamente, de 4,5 milhões de euros para baixar tarifas.
Lamentou, por outro lado, que o PSD/Açores continue a “tentar vender o logo aos açorianos” que a SATA aplica as tarifas aéreas mais caras do Mundo, apontando o exemplo da Madeira, onde a “liberalização com defeitos” faz com que um estudante pague, na melhor proposta, 410 euros, já descontando o subsídio ao bilhete, valor muito acima de uma tarifa entre os Açores e a capital portuguesa.
Fonte: G.I. PS/Açores

