CDS-PP protesta contra fecho das finanças na Calheta

A Comissão Política da Ilha de São Jorge do CDS-PP entende emitir este comunicado no sentido de manifestar ao Governo da República o seu mais profundo protesto pelo encerramento do Serviço de Finanças da Calheta, bem como estranhar o silêncio do Governo Regional e do PS/Açores sobre esta matéria.
A Comissão Política de Ilha do CDS-PP condena veementemente o encerramento deste serviço público no concelho da Calheta, por todos os constrangimentos que ele acarreta para os seus utilizadores, mas essencialmente porque resulta de um processo de reformas cegas que estão a impor na Região sem que primeiro se ouçam as populações, as autarquias locais e os Órgãos de Governo Próprio da Região.
O CDS-PP tem consciência que o País está sob protectorado e refém do cumprimento de um memorando assinado com instâncias internacionais, mas não aceite que sejam as populações sempre as prejudicadas.
Entendemos que o Estado deve manter serviços de proximidade às populações, assim possibilitando-lhes melhores condições de vida, pelo que não compreendemos como é que a política seguida nos últimos anos tem sido precisamente contrária: com sucessivos encerramentos de serviços têm-se criado inúmeros constrangimentos às populações, contribuindo-se para a desertificação de cada vez mais Concelhos e Freguesias.
Tudo isto tem um peso reforçado nos Açores, dadas as nossas especificidades insulares. Os Açorianos já sofrem com a crise e com a insularidade, não precisam que estes factores sejam aumentados por medidas centralistas como esta!
Importa referir que o Serviço de Finanças da Calheta não vem poupar nada ao Estado, pois este serviço funcionava num edifício propriedade do próprio Estado, e os seus funcionários serão deslocados para as Velas.
No entanto, com esta decisão cega e centralista, o Estado contribuiu para retirar gente à Calheta, acabou com emprego qualificado na Calheta, condena mais um imóvel do Estado na Região ao abandono e provocará um conjunto de problemas aos cidadãos que passam a ter que se deslocar vários quilómetros para resolver um problema, nomeadamente os cidadãos do Topo.
Assim, não podemos concordar que um Jorgense, residente na zona do Topo, tenha de gastar uma manhã inteira ou uma tarde, para se deslocar ao Serviço de Finanças das Velas, para fazer, a título de exemplo um mero requerimento. É inadmissível!
A Ilha de São Jorge não tem SCUTS nem vias rápidas; só o caminho entre as Velas e o Topo demora a percorrer cerca de uma hora; para além do tempo esta deslocação tem custos avultados.
Em síntese, lamentamos a decisão da República, estranhamos o silêncio do Governo Regional e da Câmara Municipal da Calheta que não usaram das suas influências para travar este processo.
O CDS-PP diligenciará todos os esforços ao seu alcance, nos diferentes níveis de decisão, para que esta decisão possa ser repensada e reversiva.

