Berta Cabral quer “ligação umbilical” entre nova RTP/Açores e RTP nacional

Berta Cabral quer “ligação umbilical” entre nova RTP/Açores e RTP nacional
2012-06-26
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A candidata do PSD/Açores a presidente do governo afirmou hoje que a sociedade anónima a criar para assegurar o serviço público de rádio e televisão deve manter uma “ligação umbilical” à RTP nacional, alegando que tal garante uma “economia de custos”.

“É preciso garantir que haja uma ligação umbilical da RTP/Açores à casa-mãe, porque isso traz uma enorme economia de custos, 'know-how', conhecimento, relacionamento e uma parceria ao nível empresarial, que é essencial hoje em dia”, disse Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, após reuniões com a subcomissão de trabalhadores e a direção da RTP/Açores.

A líder social-democrata salientou que esta ligação entre a sociedade anónima a criar para assegurar o serviço público de rádio e televisão e a RTP nacional pode fazer-se “através do próprio capital ou então de protocolo”.

Em relação aos atuais trabalhadores da RTP/Açores, Berta Cabral salientou que podem passar a integrar o quadro da sociedade anónima a criar ou optar por manter-se na RTP nacional “em regime de mobilidade, mas destacados na nova empresa, podendo manter o vínculo laboral com a casa-mãe”.

“A RTP/Açores assumirá a transferência de todos os meios e recursos humanos para a nova televisão. Há um 'know-how' que só os trabalhadores da RTP/Açores têm. Eles são essenciais e indispensáveis para a construção do nosso projeto.

A candidata do PSD/Açores a presidente do governo realçou que a proposta do partido para o serviço público de rádio e televisão no arquipélago constitui um projeto “aberto e abrangente”

Segundo a líder social-democrata, o serviço público de rádio e televisão nos Açores “continuará a ser pago por Lisboa, prestando um serviço que interessa aos Açores e aos açorianos”.

Berta Cabral garantiu ainda ter o apoio do governo central para transformar a RTP/Açores numa sociedade anónima, revelando que conversou “com as pessoas dentro do governo da República que têm essa responsabilidade e é uma solução exequível, a considerar a partir de outubro”.

Recorde-se que, em agosto de 2011, a líder do PSD/Açores propôs a criação de uma sociedade anónima de capitais públicos regionais e nacionais para assegurar uma “melhor prestação” do serviço público de rádio e televisão na Região.