Berta Cabral quer “ligação umbilical” entre nova RTP/Açores e RTP nacional

2012-06-26
Notícia lida 54 vezes
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo afirmou hoje que a
sociedade anónima a criar para assegurar o serviço público de rádio e televisão
deve manter uma “ligação umbilical” à RTP nacional, alegando que tal garante uma
“economia de custos”.
“É preciso garantir que haja uma ligação umbilical da RTP/Açores à
casa-mãe, porque isso traz uma enorme economia de custos, 'know-how',
conhecimento, relacionamento e uma parceria ao nível empresarial, que é
essencial hoje em dia”, disse Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, após
reuniões com a subcomissão de trabalhadores e a direção da RTP/Açores.
A líder social-democrata salientou que esta ligação entre a sociedade
anónima a criar para assegurar o serviço público de rádio e televisão e a RTP
nacional pode fazer-se “através do próprio capital ou então de protocolo”.
Em relação aos atuais trabalhadores da RTP/Açores, Berta Cabral salientou
que podem passar a integrar o quadro da sociedade anónima a criar ou optar por
manter-se na RTP nacional “em regime de mobilidade, mas destacados na nova
empresa, podendo manter o vínculo laboral com a casa-mãe”.
“A RTP/Açores assumirá a transferência de todos os meios e recursos humanos
para a nova televisão. Há um 'know-how' que só os trabalhadores da RTP/Açores
têm. Eles são essenciais e indispensáveis para a construção do nosso
projeto.
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo realçou que a proposta do
partido para o serviço público de rádio e televisão no arquipélago constitui um
projeto “aberto e abrangente”
Segundo a líder social-democrata, o serviço público de rádio e televisão
nos Açores “continuará a ser pago por Lisboa, prestando um serviço que interessa
aos Açores e aos açorianos”.
Berta Cabral garantiu ainda ter o apoio do governo central para transformar
a RTP/Açores numa sociedade anónima, revelando que conversou “com as pessoas
dentro do governo da República que têm essa responsabilidade e é uma solução
exequível, a considerar a partir de outubro”.
Recorde-se que, em agosto de 2011, a líder do PSD/Açores propôs a criação
de uma sociedade anónima de capitais públicos regionais e nacionais para
assegurar uma “melhor prestação” do serviço público de rádio e televisão na
Região.

