Pedro Medina defende ensino recorrente nocturno na Escola Secundária da Lagoa
O Deputado do CDS-PP Açores Pedro Medina questionou, esta quinta-feira, o Governo Regional dos Açores sobre a possibilidade de ser corrigida “uma injustiça” no Concelho da Lagoa que é a não existência na Escola Secundária lagoense do ensino recorrente nocturno, ao contrário do que sucede em todas as escolas dos concelhos de São Miguel cuja sede de município é uma cidade.
Em requerimento entregue no Parlamento Açoriano, Medina lembra a recém elevação de Lagoa à categoria administrativa de cidade para lembrar que “a afirmação de uma nova cidade não se faz por simples decreto, mas sim pela criação de novas oportunidades”.
“As cidades de Ponta Delgada e Ribeira Grande têm ensino recorrente nocturno. A cidade de Lagoa não tem esta valência. Quem pretende continuar estes estudos sente-se lesado uma vez que tem um custo acrescido de transportes para se deslocar para Ponta Delgada ou para a Ribeira Grande, acrescido do fato de algumas das pessoas trabalharem e terem um agregado familiar”, refere.
O parlamentar popular acentua ainda que “a Escola Secundária da Lagoa tem sido considerada como um exemplo de excelência”, para reivindicar do executivo socialista a implementação do ensino nocturno naquele estabelecimento de ensino.
Assim, Pedro Medina quer saber “porque é que o Governo Regional não abriu na nova cidade de Lagoa o ensino recorrente nocturno?” e se “existem diligências feitas pela Câmara Municipal de Lagoa junto do Governo Regional para a abertura do ensino recorrente nocturno?”. Medina quer ainda saber se “sendo o único Concelho na ilha de São Miguel cuja sede de município é uma cidade que não tem ensino recorrente nocturno, pensa o Governo Regional corrigir esta situação?”.
O Deputado do CDS-PP termina lembrando que no Concelho da Lagoa “só existe o ensino recorrente mediatizado, que a Câmara Municipal tem apoiado, por exemplo, através do Centro de Desenvolvimento e inclusão Juvenil Trevo, da iniciativa da Casa de Povo de Água de Pau, para jovens entre os 15 e os 18 anos, procurando que estes jovens completem a escolaridade obrigatória através do ensino mediatizado”.

