Jovens reclamam a falta de barco de passageiros no porto da Calheta
No passado dia 31 de Agosto decorreu na Vila da Calheta um passeio de protesto pelo facto de não existir nenhum barco de transportes de passageiro a atracar no cais da Calheta. Tal evento resultou de uma acção espontânea de cerca de vinte jovens calhetenses que quiseram, desta forma, assinalar e sensibilizar a população para uma carência por demais evidente e que afecta gravemente a dinamização do concelho, quer social quer economicamente.O grupo de jovens deslocou-se em direcção ao cais da Calheta onde colocou uma faixa na gare recentemente concluída, mas, ironicamente, ainda não inaugurada. Tal situação levou, inclusive, a um dos jovens participantes na marcha a afirmar que "este ano que há gare, não há barco. O ano passado havia barco e não havia gare".
A acção mereceu o reconhecimento e apoio da população que se juntou, pela noite, à iniciativa para também demonstrarem o seu desagrado com a actual situação de ausência de política de transportes marítimos para a Calheta. Chegou a contabilizar-se meia centena de pessoas que elogiaram a atitude cívica e inconformidade dos jovens.
João Ávila, um dos jovens presentes na manifestação, realçou importância da "criação de rotas marítimas inter-ilhas de forma a aproveitar as potencialidades entre as ilhas do triângulo e a ilha Terceira, ligações essas que colocariam a Calheta numa zona privilegiada devido à sua posição geográfica". Uma política, referiu, que "beneficiaria os residentes, os turistas e a actividade económica envolvente."
Além da gare marítima, outro exemplo apontado para a falta de coordenação de estratégia para o concelho e para a incompreensível política de transportes verifica-se na anunciada aquisição (e de investimento avultado), por parte do Governo Regional, de duas embarcações de passageiros com características incompatíveis com a configuração do porto da Calheta.
Num apelo final, os jovens pediram a todos os descontentes com a actual situação que não deixem cair no esquecimento esta situação e que desenvolvam todos os esforços para reivindicar ao Governo Regional e às entidades políticas a resolução desta questão.
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