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Do adeus ao Lollipop ao vislumbre do Android 17: a evolução inevitável do ecossistema móvel

ByBruno Reis

Jan 26, 2026

O ciclo de vida dos dispositivos móveis dita uma regra implacável: renovar ou ficar para trás. Num movimento que sublinha esta realidade, a Surfshark, um dos principais fornecedores de VPN do mercado, emitiu um aviso sério aos utilizadores que insistem em manter os seus smartphones mais antigos. A mensagem é clara: chegou a hora de atualizar o equipamento.

Fim da linha para o Android Lollipop

Numa publicação recente no seu blogue oficial, a empresa confirmou a cessação do suporte para o sistema operativo Android 5.0, conhecido como Lollipop. Embora esta medida já estivesse tecnicamente em vigor há algum tempo, a Surfshark detalhou agora formalmente o corte, explicando as razões pelas quais os telemóveis afetados deixarão de receber as atualizações mais recentes.

Daqui para a frente, a aplicação oficial da Surfshark exigirá o Android 6.0 (Marshmallow) ou superior. Os dispositivos que permaneçam na versão 5.0 são agora classificados como hardware legado, o que significa que perderão o acesso a patches críticos, novas funcionalidades e melhorias de estabilidade que são regularmente implementadas nos sistemas modernos. Segundo a empresa, esta decisão permite focar recursos em tecnologia orientada para o futuro, garantindo a segurança das aplicações e o seu alinhamento com as inovações tecnológicas mais recentes.

Segurança moderna exige hardware capaz

Ao libertar-se do “débito técnico” associado à manutenção de código para um sistema operativo com 12 anos, o fornecedor afirma que conseguirá acelerar o desenvolvimento e os testes de novas funcionalidades, reforçando a segurança global da aplicação. Esta mudança é particularmente relevante face às atualizações recentes da empresa.

Por exemplo, a implementação de encriptação pós-quântica nas suas aplicações, desenhada para combater ameaças futuras, exige dependências de sistema e capacidades de processamento que simplesmente não podem ser implementadas de forma segura em kernels Android obsoletos. A aposta na modernização é, portanto, uma questão de integridade estrutural do serviço.

Olhos postos no futuro: do Baklava ao Android 17

Embora o fim do suporte para o Android 5.0 possa causar inconvenientes a um número reduzido de utilizadores, o anúncio destaca o compromisso da Surfshark com a longevidade tecnológica. A lista de suporte do fornecedor já inclui o Android 16, de nome de código “Baklava”, que surge listado como totalmente suportado pela aplicação mais recente. Isto alinha-se com o roteiro ambicioso da empresa para 2026, onde a adaptabilidade da infraestrutura é um pilar fundamental.

Contudo, enquanto o software de segurança se prepara para o presente, o próprio sistema operativo da Google continua a sua metamorfose visual. Rumores recentes sobre o que virá após o Baklava sugerem mudanças estéticas profundas. Fugas de informação, inicialmente publicadas pelo canal MysticLeaks no Telegram e rapidamente apagadas, revelaram imagens do que aparenta ser uma versão interna do Android 17.

A estética “Liquid Glass” e o regresso da translucidez

As imagens divulgadas sugerem que o Android 17 poderá adotar uma página do estilo “Liquid Glass”, com efeitos de desfoque presentes em quase todas as partes da interface de utilizador. Embora as capturas de ecrã originais tenham desaparecido, o utilizador do Telegram @jspirit obteve e partilhou novas imagens que demonstram estes efeitos de translucidez, especificamente no menu e na barra de volume, exibindo variantes em temas claros e escuros.

Atualmente, o design Material 3 Expressive do Android 16 já oferece alguma translucidez na área de notificações, no menu de definições rápidas, no ecrã de bloqueio e na gaveta de aplicações. No entanto, a Google parece estar a construir sobre esta fundação para abraçar o desfoque de forma mais agressiva em 2026.

Para os utilizadores que se sentem cansados da estética da Apple e de outros fabricantes Android que abusam dos efeitos de transparência, o Android 17 poderá ser uma desilusão. Ainda assim, resta a esperança de que o Material 3 Expressive mantenha a sua identidade única, oferecendo uma interface refrescante sem perder a funcionalidade que o caracteriza. O futuro do Android, ao que tudo indica, será visualmente distinto, mas exigirá, sem dúvida, hardware capaz de o suportar.